Você não tem o Adobe flash player instalado.
Faça a instalação aqui.

Cirurgia Pediátrica

Higroma Cí­stico

LINFANGIOMAS

Para descrevermos os Higromas císticos, devemos primeiramente definir os Linfangiomas.
Estes são malformações do sistema linfático e por isso, podem ocorrer em qualquer lugar do corpo, principalmente na região da face, pescoço, axilas, virilhas e retroperitôneos.
Os linfangiomas dividem-se em: 1. Capilar; 2. Cavernoso; 3. Cístico (higroma cístico); 4. Outros: intratorácicos e intrabdominais (cisto do mesentério).
 
HIGROMA CÍSTICO
 
É um tipo particular de linfangioma que se carateriza por formação de grandes cistos de conteúdo linfático e se caracteriza pela grande formação tumoral. Por ser constituído de grandes formações císticas tem consistência amolecida à palpação, de limites pouco precisos, alternando com áreas endurecidas formadas por áreas endurecidas de tecido fibroso ou gânglios linfáticos. É comum a invasão de planos profundos.
Acomete 1 a cada 12 mil nascidos vivos. Na maioria dos casos acomete a região cervical e facial (75%), região axilar ou torácica (20%) e outros locais como mediastino, pelve virilha e retroperitôneo.
Nos higromas cervicais, como o da foto, pode ocorrer invasão do mediastino ou do assoalho da boca com comprometimento da língua, laringe e hipofaringe, podendo levar a obstrução das vias aéreas.
Apesar do tamanho, os higromas são de crescimento por meio da proliferação de seu endotélio, mas podem aumentar consideravelmente de tamanho se houver sangramentos com o endurecimento do tumor e aparecimento de DOR.
 
 
 
 
 
Criança de 18 meses com tumoração de membro superior esquerdo cujo exame anatomopatológico confirmou
tratar-se de higroma cístico
 
Recém-nascido de 48 horas de vida
apresentando grande higroma cístico
cervical à esquerda. Foi intubado logo ao
nascimento pois o tumor comprimia a
traquéia, desviando-a para direita e 
provocando grave estreitamento (estenose) 
e insuficiência respiratória
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO
 
No caso dos higromas cérvico-faciais o diagnóstico pode ser feito já no período prenatal por volta da 30 semana (terceiro trimestre), por meio da ultrassonografia simples ou morfológica fetal. O que dá bastante tempo para preparar os pais, escolher um centro adequado de tratamento destes tumores e o profissional que operará o caso.
A radiografia simples do tórax e a Tomografia Computadorizada (TC) são muito úteis para evidenciar invasão da região central do tórax (mediastino). Por sua vez, a Ressonância Magnética (RM) mostra as relações do tumor commestruturas adjacentes como músculos, vasos sanguíneos (Veia Jugualar e Artéria Carótida, no pescoço).
O diagnóstico diferencial deve ser feito com os Hemangiomas, cuja pele que recobre o tumor é avermelhada ou arroxeada ou ainda, apresentando característica de ser depressível à compressão.Há ainda outros, como: linfangioemangiomas, cisto branquais, lipomas e mielomeningoceles se forem cervicais posteriores

TRATAMENTO 

O tratamento destes tumores é exclusivamente cirurgico, em qualquer idade !
Nos higromas que envolvem o Nervo Facial, a cirurgia deve ser postergada para os 6 meses de idade, pois a identificação do nervo torna-se mais fácil. A retirada do tumor inteiro é desaconselhável e arriscada, pois trata-se de doença benigna sendo permitida a retirada por partes, disecando-se muito bem as estruturas envolvidas pelo tumor.
A utização de lentes de aumento e Eletroestimulador é imprescindível para a boa identiifcação dos ramos do nervo facial. Há casos em que a realização de Traqueostomia e Gastrostomia se faz necessária devido ao tamanho do tumor. A drenagem ou punção do conteúdo líquido do higroma é ineficaz e paliativa. 
Há ainda, a injeção de substâncias eslcerosantes têm resultados com relativo êxito, como a belomicina (0,3-0,6mg/kg de peso) e o OK-432 (Picibanil da Chugai Pharmaceutical, 0,08-0,1mg diluída em 10ml de solução salina), que pode ser repetida em 2-3 meses.
 
Se você deseja obter mais informações, envie um e-mail para drwilly@drwilly.com.br.